O MÁGICO

(L'Illusionniste, 2010)
Direção: Sylvain Chomet
Roteiro: Sylvain Chomet, baseado em roteiro original de Jacques Tati
Dubladores: Jean-Claude Donda, Eilidh Rankin, Duncan MacNeil e Raymond Mearns.
Duração: 90 minutos
Gênero: Animação
Classificação: Livre
Sessões:
Dias 14, 15, 16 e 17 de abril
Dias 21, 22, 23 e 24 de abril
De quinta a domingo, sempre às 20h
Ingressos:
R$ 5,00 e R$ 2,00 (estudante e sênior)
Sinopse:
Um senhor trabalha como mágico, mas vê o público diminuir cada vez mais devido à preferência por atrações mais jovens e populares. Como consequência, ele tem menos oportunidades de trabalho e precisa viajar para se manter. Numa destas viagens, rumo à Escócia, ele conhece uma garota, a quem presenteia com um par de sapatos. Ao ir embora ela decide ir com ele. Ao mesmo tempo em que deseja ajudá-la, ele precisa encontrar meios para sustentar ambos.
Mais sobre o filme:
Indicado ao Oscar, Globo de Ouro e vencedor do César na categoria de Melhor Animação, “O Mágico” tem direção do premiado Sylvain Chomet, de “As Bicicletas de Belleville”. O filme possui roteiro de Jacques Tati, comediante francês de grande sucesso conhecido por filmes como “Meu Tio” e “As Férias do Sr. Hulot”, que deixou o texto que originou “O Mágico” para uma filha que nunca pode reconhecer enquanto estava vivo. Sem diálogos, “O Mágico” utiliza as originais e cômicas soluções de Tati para preencher um filme sem falas.
Sylvain Chomet é exaltado pelo seu trabalho como animador, já que ilustra como poucos cenários e personagens que se assemelham à pinturas impressionistas. No filme, Chomet ressuscita Jacques Tati e desenvolve um trabalho pautado na tradição do humor clássico e inventivo do comediante. O diretor ainda merece o mérito de fazer uso da técnica de animação em 2D, processo lento em que as ilustrações são criadas à mão – o que hoje é cada vez mais raro devido às técnicas de animação digital.
Críticas:
"O Mágico, o segundo longa dirigido por Chomet, baseado em um roteiro inacabado de Tati, embora seja absolutamente auto-referencial, é também uma evolução de pensamento. Continua o embate agridoce do velho contra o moderno, mas as transformações do mundo, antes recusadas, são recebidas já com um pouco de serenidade. Chomet aprendeu, em sua nova animação, a se aproximar do novo para tentar entendê-lo (e quem sabe aceitá-lo)."
Marcelo Hessel, para o Omelete.







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